Alemães vão investir em energia solar no país

Amanheceu nublado, ontem, no Rio de Janeiro. “Promover um encontro assim em um dia de chuva como hoje não parece uma boa ideia, mas na Alemanha funcionou”, disse Karim ould Chih no workshop de energia solar promovido pela agência de cooperação alemã (GIZ) e pelo banco de desenvolvimento KfW. Parou de brincar na sequência. Adiantou que o governo alemão está disposto a emprestar no mínimo € 40 milhões, que podem chegar a € 90 milhões, para projetos de energia solar no Brasil.
O foco é a Copa do Mundo de futebol de 2014, com estádios e aeroportos solares, mas não só. Chih não dá detalhes da operação, mas compara com linhas similares que têm 12 anos de prazo para pagar (incluindo três de carência) e “juros interessantes”. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuará junto ao KfW.
“Ainda não fechamos o programa para a Copa Solar 2014″, ressaltou. “Mas pretendemos atingir todas as cidades da Copa e ir além disso.” Chih é o gerente principal de projetos da divisão de infraestrutura econômica e setor financeiro para América Latina e Caribe do KfW, uma espécie de BNDES alemão. O banco está financiando ou planeja financiar estudos de viabilidade dos estádios solares do Mineirão (em Belo Horizonte), Fortaleza, Manaus e Brasília, com recursos a fundo perdido. A Alemanha é reconhecida pela dianteira na tecnologia solar e o mercado brasileiro, praticamente inexplorado, é muito atraente. KfW e BNDES estão juntos, adiantou, para que uma indústria de energia solar se estabeleça no Brasil.
“O Brasil tem a oportunidade de colocar energia solar em todos os estádios da Copa”, disse Ricardo Rühter, diretor-técnico do Instituto Ideal, criado em 2007, em Florianópolis, com o objetivo de promover energias limpas no Brasil e na América Latina. O projeto “Minas Solar 2014″, da Cemig, é uma das vitrines do setor para dar mais visibilidade à tecnologia.

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