O solo contaminado representa risco à saúde. A lista deve ser atualizada a cada três meses e serve como um guia sobre a condição de terrenos que poderão receber empreendimentos. Para erguer um prédio, o construtor precisa verificar se ele tem alta concentração de produtos tóxicos, como combustíveis, metais e solventes. Em caso positivo, precisará descontaminá-lo. O relatório também pode ser usado para compradores de apartamento verificarem se a área do prédio já foi ou não poluída e se passou por processo de descontaminação.
“Esse documento deveria ser um serviço à sociedade”, explica o vereador Ítalo Cardoso (PT), autor da lei que criou a lista de áreas contaminadas. “Infelizmente, ainda não saiu com todos os dados previstos.” A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente afirma que todas as áreas contaminadas da cidade foram listadas e, na próxima atualização, vai adicionar detalhes.
Mooca. Bairros com vocação industrial no passado concentram as áreas com alta concentração tóxica no solo. É o caso do distrito da Mooca, o campeão com 18 áreas, onde o problema hoje trava o desenvolvimento imobiliário. Depois, vêm dois distritos na zona sul – Campo Grande, com 17, e Santo Amaro, 11. Também aparecem com destaque bairros da zona oeste, como Vila Leopoldina, com 10, e Barra Funda, 7.
Esses bairros já se sobressaíam no relatório anual do governo do Estado, divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que traz um número de áreas contaminadas muito maior que o da lista da Prefeitura – mais de 800 áreas na capital paulista.


